Conheça a arquitetura de Cali, cenário da nova temporada de Narcos

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A terceira temporada da série Narcos, da Netflix, estreia no dia 1º de setembro. Sem Pablo Escobar, estrela das duas primeiras temporadas, a história vai se voltar para o Cartel de Cali. Por isso, a cidade colombiana de quase 500 anos deve servir de cenário em muitas passagens.

Cali é cheia de prédios históricos. Por suas ruas não faltam exemplares arquitetônicos de diferentes épocas e estilos. Essas construções ajudam a contar a história da cidade, desde os povos nativos que viviam ali, passando pela invasão espanhola, dominação de seu cotidiano pelo tráfico de drogas, até a colorida e sonora capital mundial da salsa que conhecemos hoje.

Iglesia de la Merced

Arquitetura colonial em uma de suas formas mais puras. Assim é a Iglesia de la Merced, no centro histórico de Cali. Construída em adobe, que é um precursor dos tijolos de barro, ela foi caiada no lado externo. Chama a atenção o contraste entre o branco das paredes e o laranja das telhas, que também são de barro. A igreja tem duas naves posicionadas em formato de cruz e foi construída em 1678

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Também fazem parte do complexo de construções um museu, um convento e uma capela. Do lado de dentro da igreja, três altares principais podem ser encontrados. O maior é feito em madeira folheada a ouro e presta homenagem a Nossa Senhora das Mercês, que dá nome à construção. Esse é um dos edifícios mais antigos de Cali.

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Teatro Municipal Enrique Buenaventura

O Teatro Municipal Enrique Buenaventura, também conhecido como Teatro Municipal de Cali, tem espaço para receber 1039 espectadores e está no coração da cidade. Consta que a construção, de 1918, tem sua arquitetura inspirada no estilo clássico italiano. O prédio foi declarado monumento nacional colombiano em 1982. O teatro é um dos principais centros culturais da Colômbia e talvez seja o mais importante de Cali. Ali são apresentados balés, óperas, peças e concertos.

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Iglesia de San Francisco

Construída entre os anos de 1803 e 1827, a Iglesia de San Francisco também fica no centro da cidade. Ela faz parte do Complexo de São Francisco, junto ao Convento de São Joaquim, à Capela da Imaculada, à Torre Mudéjar e a um museu de arte religiosa. A igreja foi feita com tijolos aparentes, o que lhe dá um aspecto único. O principal estilo é o neoclássico, que se apresenta em vários detalhes da obra. Do lado de dentro, o altar principal foi erguido em mármore e madeira. Nele predomina o estilo renascentista, principalmente o adotado na Espanha. Também há obras de arte que representam passagens da vida de São Francisco, de quem a igreja emprestou seu nome.

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Museu La Tertulia

Muito mais moderno, o Museo La Tertulia teve projeto elaborado pelo arquiteto Manuel Lago Franco, que havia estudado em Roma e nos Estados Unidos. Eram os anos de 1960 e o museu foi tomando forma a partir de um edifício com referências clássicas monumentais, mas sob um ponto de vista contemporâneo e em uma escala muito menor. Há quem diga que a inspiração para o edifício foi o Palazzo Della Civiltà Italiana, em Roma. Em 1968, o público pode conhecer a primeira parte do La Tertulia. Franco soube trabalhar a ampla oferta de luz natural do terreno de modo a destacar a construção. O prédio principal tem planta quadrada e se ergue em dois pisos.

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Casa Cural de Guacarí

Assim como o Brasil, a Colômbia também possui um amplo catálogo de figuras icônicas nacionais. A mais forte delas talvez seja Simón Bolívar. O venezuelano foi um dos primeiros a se posicionar contra a colonização espanhola na América Latina. Dizem que Bolívar se hospedou na Casa Cural de Guacarí no dia 11 de janeiro de 1822, quando se dirigia ao sul da Colômbia. E aquela não teria sido a única noite do herói por lá. No retorno da viagem, em 26 de dezembro de 1829, ele teria dormido mais uma vez na casa.

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Também por isso ela foi declarada Bem de Interesse Cultural em 1976. A residência foi construída no século 18 e é um ótimo exemplar da arquitetura colonial. Dizem que quem projetou essa maravilha colombiana foi um sacerdote espanhol, que também era engenheiro, chamado Francisco Xavier Holguín.

Artigo publicado originalmente na seção Haus do jornal Gazeta do Povo, no dia 27 de agosto de 2017. 

Fonte: archdaily

 

 

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