Ponte de bambu na Indonésia demonstra alternativas sustentáveis para infraestruturas

Como parte da segunda Bienal de bambu realizada em outubro de 2016, a cidade de Solo em Java Central recebeu uma ponte pública de bambu, cortesia de Indonesian Architects Without Borders (ASF-ID). Conectando o mercado de Pasar Gede e o Forte Colonial holandês Vastenburg, a estrutura de bambu de 18 metros oferece uma revitalização da vida do rio na histórica cidade indonésia. Através do rio Kali Pepe, os residentes de Java podem atravessar a ponte de pedestres em sua trilha que varia em largura de 1,8 a 2,3 metros.

Integral ao projeto foi a introdução do bambu como material viável para construção de infraestruturas públicas. Como parte do processo de projeto inicial, modelos em escala foram testados no laboratório de engenharia da Universidade Católica Parahyangan. A partir daí, os carpinteiros de Yogyakarta lideraram a construção e a montagem da ponte entre outubro e dezembro. Também importante para o sucesso do projeto foi o apoio da comunidade vizinha de Kampung Ketandan, que forneceu hospedagem para construtores e voluntários.

Montados em um estacionamento, os arcos principais da ponte são resultado de grandes troncos de bambu cortados em intervalos regulares e protegidos com parafusos de aço galvanizado. Guindastes móveis foram utilizados para colocá-los nas fundações. Suportes verticais em intervalos regulares acompanham os arcos para fornecer suporte adicional à estrutura da cobertura. Para prolongar a longevidade da ponte, o piso é feito em concreto armado e sua cobertura tem beirais para proteger o bambu petung tratado contra pragas das chuvas tropicais sazonais.

Descrição dos Arquitetos: No contexto da promoção do bambu como material promissor para o futuro, a ponte mostra o valor do material para uma instalação pública dentro das cidades.

Devido às suas propriedades estruturais e ao rápido crescimento, o bambu está se expandindo em popularidade como um material de construção sustentável. O objetivo principal dos arquitetos foi exemplificar as possibilidades construtivas da planta, conhecida por sua resistência à tração e flexibilidade. Embora abundante na Indonésia, o bambu é mais frequentemente considerado um material de construção secundário. À medida que o mundo em desenvolvimento cultiva uma linguagem para uma arquitetura sustentável, projetos de infraestrutura de bambu, como essa ponte pioneira, tornar-se-ão pontos de referência cada vez mais importantes.

 

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